Descrição: A peça apresenta um tubo de vidro, cilíndrico e transparente, de alta resistência, posicionado verticalmente, com escala gravada, com subdivisões de 0,1ml, permitindo leituras de alta precisão. Na extremidade inferior o tubo apresenta um bico capilar separado, ligado ao tubo principal por uma secção de borracha flexível, controlada por uma pinça de pressão que interrompe ou liberta o líquido gota a gota.
O recipiente em vidro é suportado por um elemento metálico assente numa base cerâmica, em faiança, que apresenta o carimbo de produção - J. Salleron Dujardin - no canto superior esquerdo.
Origem/Historial: A bureta de Mohr foi introduzida em 1855 pelo químico alemão Karl Friedrich Mohr.
Na primeira metade do século XX, o método da bureta era ainda o processo mais rigoroso e de manejo simples para determinar a acidez total do mosto e do vinho. Este exemplar de “dosificação do açúcar” inclui copo de ensaio e vareta-agitador, em vidro (2005.4.121/1 e 2005.04.121/2).
No tratamento da acidez total do vinho a interpretação dos resultados da análise complementava-se com o auxílio de uma tabela de correção.
A Casa Quaresma, localizada em Quinta do Anjo, na Avenida Venâncio da Costa Lima, n.º 137, foi até à década de 70 do século XX, um dos principais armazéns de comércio de vinho da Península de Setúbal. Produtores e armazenistas, António da Costa Quaresma e José Martins Quaresma - pai e filho - são os principais distribuidores dos vinhos produzidos pela Casa Humberto Cardoso, uma das mais prósperas empresas do concelho durante o Estado Novo.
Incorporação: Doação da Casa Quaresma - Quinta do Anjo, Palmela
Centro de Fabrico: Paris
Bibliografia
CAMOLAS, Ângela; PRATA, Cristina - «Casa Quaresma • Espólio essencial à escrita da História da Cultura da Vinha e do Vinho na Península de Setúbal», in +Museu n.º 14, boletim do Museu Municipal de Palmela, Novembro 2011/Abril 2012, pp. 9-10
Exposições
Entre Copos e Balões. Do Ensaio Analítico à Enologia Moderna