De Palmela ao Poceirão - Uma Viagem Arqueológica

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Insígnia da Ordem de Santiago
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  • Nº de Inventário: 1997.01.594
  • Museu: Museu Municipal de Palmela
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Adereços (e objectos de adorno)
  • Autor: Desconhecido
  • Técnica: Execução a molde
  • Dimensões: Alt: 4,8, Larg: 4,3,
  • Incorporação: Mandato legal. Escavação Arqueológica
  • Descrição: A insígnia em forma de uma vieira, com as extremidades superiores perfuradas. No anverso, centrada sobre os veios radiados da concha, aplicou-se uma espada. Ambos os elementos são parte da iconografia da Ordem de Santiago. É emoldurada por duas fiadas de perolado, entre as quais se define o campo epigráfico. No reverso reconhece-se uma provável marca do fabricante (possível arco e uma flecha). Na inscrição inserida na cercadura atrás referida, em caracteres uniciais minúsculos, lemos: S . ORDINIS : M . SCI : IACOBI S(ignum). Ordinis : M(ilicie) S(an)(t)i : Iacobi
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Ânfora
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  • Nº de Inventário: 1999.01.119
  • Museu: Museu Municipal de Palmela
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Desconhecido
  • Incorporação: Mandato legal. Escavação Arqueológica
  • Descrição: Peça restaurada parcialmente. Parte do colo, asas e boca. Forma Dressel 14. Pasta rosada. Superfícies alisadas, engobadas, de cor rosa alaranjada. Restos de areia no lábio, asas sulcadas a meio longitudinalmente.
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Sacos (55 unidades)
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  • Nº de Inventário: 2020.03.1565
  • Museu: Museu Municipal de Palmela
  • Super Categoria: Ciência e Técnica
  • Categoria: Industria e técnica
  • Autor: Desconhecido
  • Técnica: Costura e Estampagem
  • Dimensões: Alt: 25, Larg: 14,5,
  • Descrição: Sacos em algodão branco, produzidos através da dobra de tecido a meio, costurado na base e na lateral e o topo com uma bainha com a costura dobrada para fora. Apresenta estampado numa das faces a seguinte informação: " HERDADE DE RIO-FRIO/ seguido do logotipo da empresa Sociedade Agrícola de Rio Frio/ 1 KILO ARROZ CAROLINO BRANCO Esc. 15$00". Estes sacos de 1Kg seriam colocados nos sacos de papel de 25 Kg para transporte, com o registo de Matriz: 2020.04.1566.
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Biface
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  • Nº de Inventário: 2019.01.1567
  • Museu: Museu Municipal de Palmela
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Utensilios litícos e sub-produtos de talhe
  • Autor: Desconhecido
  • Técnica: Talhe
  • Dimensões: Comp: 13,6, Larg: máx. 8,3,
  • Incorporação: Doado por Miguel Correia
  • Descrição: Biface de formato alongado (amigdaloide), de secção trapezoidal, com a base integralmente talhada e cortante. O gume desenvolve-se maioritariamente no bordo direito e na parte basal; no bordo esquerdo apresenta-se pouco expressivo, mantendo o dorso cortical (resto da superfície original do seixo). A extremidade pontiaguda está partida - acidente na parte terminal, posterior ao seu abandono, atendendo ao grau da patine que se observa na fratura.

Apresentação

Esta exposição propõe a descoberta da história da ocupação humana do concelho, através de cinco artefactos arqueológicos: biface, taça campaniforme, ânfora, insígnia da Ordem de Santiago e saco de arroz. A viagem tem início com os primeiros hominídeos e as primitivas comunidades de caçadores-recoletores, que ocuparam e exploraram esta região interestuarina Tejo-Sado, passando pelos romanos, até aos dias de hoje.

Enquadramento histórico:

O calcolítico corresponde a um período da História da Humanidade, cronologicamente balizado entre 3300 a.C. e 1200 a.C. Foi um período de grandes inovações, que muito contribuíram para a evolução da sociedade. O principal contributo foi precisamente a descoberta da mineração do cobre, o primeiro metal a ser trabalhado, daí o nome ‘Idade do Cobre’. Foi igualmente uma época em que assistimos a uma mudança da organização social, à sua estratificação e ao aumento de tensões entre grupos.

O nome ‘Palmela’ está intrinsecamente associado à cultura material do Calcolítico. Aquando da descoberta das grutas artificiais do Casal do Pardo, na Quinta do Anjo, no decurso das escavações arqueológicas promovidas por Marques da Costa, no final do séc. XIX, de entre a riqueza de espólio recolhido destacam-se um conjunto de taças campaniformes e de pontas de seta em cobre, nunca antes identificadas. A característica inédita destes materiais justificou a sua designação científica de “tipo Palmela”. A posterior descoberta de peças similares, no restante território atlântico europeu, possibilitou reconhecer a vasta dispersão da cultura “tipo Palmela”, a uma escala internacional.

Para além das Grutas da Quinta do Anjo, importante e bem preservado monumento onde se efetuaram inumações durante mais de 1500 anos, temos igualmente o testemunho de um importante povoado fortificado da época, o Castro de Chibanes.

Com recurso à arqueologia experimental, os vídeos aqui disponíveis possibilitam perceber a produção de alguns dos objetos mais característicos da época: uma ponta de seta em cobre “tipo Palmela”, uma taça campaniforme “tipo Palmela” e uma ponta de seta talhada em sílex.

 

Aceda à exposição em https://www.cm-palmela.pt/viver/museu-e-patrimonio/servico-educativo/recursos-pedagogicos/exposicoes-itinerantes/de-palmela-ao-poceirao-uma-viagem-arqueologica

Ficha Técnica

FICHA TÉCNICA

Organização: Município de Palmela | Divisão de Bibliotecas e Património Cultural | Museu Municipal

Produção: Michelle Teixeira Santos | Miguel Correia | Sandra Abreu Silva

Fotografia: Miguel Correia | Victor S. Gonçalves (Pormenor decorativo. Taça Campaniforme «tipo Palmela»)

Desenho: Guida Casella |Taça campaniforme

Projeto Gráfico: Município de Palmela | Gabinete de Comunicação