Descrição: Candeia de metal, cor de ferrugem, rodada, cuja base é mais larga que o limite superior já que a peça vai afunilando no sentido ascendente. Em baixo, o depósito tem duas listas que o envolvem. Tem uma abertura em destaque cilíndrica na parte superior, com um bico tubular que se eleva desde o interior do depósito. Fixa na metade inferior, o depósito tem duas hastes dispostas na vertical. A menor iria prender à maior, que se inclina gradualmente para trás. No extremo superior, a haste tem um furo que iria prender a uma ferragem na parede, para que a peça ficasse suspensa.
Origem/Historial: No âmbito da pesquisa sobre arquitectura rural, com características caramelas, foi possível visitar este conjunto de habitações, parcialmente mobiladas, em mau estado. O receio de que não persistisse ao Inverno seguinte levou a que as peças fossem doadas ao Museu, pelo proprietário, que apenas utilizava a "Casa do Forno" para confeccionar o almoço, estando as restantes divisões desabitadas [2 quartos, sala do meio, cozinha, adega, casa do mel. Existia ainda, no outro extremo, casa dos animais e antiga casa da malta (onde os trabalhadores tomavam as refeições)].
Incorporação: António Piçarra doou a coleção, em nome da antiga proprietária: Maria de Jesus (1910 - 1995), sua tia materna. Recolha no âmbito da investigação sobre «Casa Caramela».
Bibliografia
SAMPAIO, Teresa - «Memórias do habitar – Arquitectura e Vivência Caramela», in +Museu,n.º(s) 4 e 5, 2005. Boletim do Museu Municipal de Palmela
SAMPAIO, Teresa – A apropriação do apelativo Caramelo na Construção Identitária do Pinhal Novo. Lisboa: ISCTE, 2009. Tese de mestrado. Disponível em: https://repositorio.iscteiul.pt/handle/10071/1467
Exposições
Memórias do Habitar - Arquitectura Caramela
Biblioteca Municipal de Palmela
Exposição Física
Memórias do Habitar - Arquitectura Caramela
Biblioteca Municipal de Palmela - Pólo de Pinhal Novo