Descrição: Conjunto de dois pés, formados por uma barra de cor verde escura, presa, em cada extremidade, por meio de pregos a duas barras que terminam em forma de triângulo. A barra vertical frontal eleva-se acima do limite da barra horizontal, de modo a bloquear o deslizamento da arca.
Origem/Historial: As jovens solteiras guardavam o enxoval em Arcas, que as acompanhavam para a sua nova morada após o matrimónio. Embora não fosse obrigatório, a maior parte das arcas possuíam pés, amovíveis, que suportavam o seu peso e impediam que tocasse no chão (piso em terra). Provavelmente iriam também ao encontro do sentido estético da época, já que este mobiliário se encontrava, sobretudo, na divisão que acolhia os convidados (sala ou casa do meio).
No âmbito da pesquisa sobre arquitectura rural, com características caramelas, foi possível visitar este conjunto de habitações, parcialmente mobiladas, em mau estado. O receio de que não persistisse ao Inverno seguinte levou a que as peças fossem doadas ao Museu, pelo proprietário, que apenas utilizava a "Casa do Forno" para confeccionar o almoço, estando as restantes divisões desabitadas [2 quartos, sala do meio, cozinha, adega, casa do mel. Existia ainda, no outro extremo, casa dos animais e antiga casa da malta (onde os trabalhadores tomavam as refeições)].
Incorporação: António Piçarra doou a colecção, em nome da antiga proprietária: Maria de Jesus (1910 - 1995), sua tia materna.
Recolha no âmbito da investigação sobre «Casa Caramela».
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