Descrição: Agulha de apanhar malhas de forma manual, com corpo em baquelite verde. A agulha, de metal, tem um orifício na ponta por onde era inserido um fio de meia. Parte do corpo da agulha está inserido num cilindro de baquelite. Quando não está a ser utilizada a agulha é coberta por uma tampa (outro tubo cilíndrico de baquelite verde).
Origem/Historial: Numa altura em que a maior parte das mulheres vestiam meias de vidro e collants de mousse apenas em épocas festivas - dado o preço elevado deste produto - e, tendo em conta que são confecionados num material que facilmente se rompe, era necessário proceder ao seu remendo com bastante frequência.
Algumas donas de casa repartiam o seu tempo entre as 'lidas' domésticas e a educação dos filhos, com esta prática profissional. Junto à porta de entrada da habitação colocavam um banquinho ou secretária onde as clientes depositavam as meias, indo recolhê-las mais tarde.
Inicialmente este trabalho era feito de forma manual, por meio da utilização destas agulhas. Mais tarde, surgiu uma máquina elétrica com o mesmo propósito e que tinha a vantagem de facilitar o trabalho, que era minucioso, e de ser mais rápida.
Incorporação: Doação de Maria Júlia dos Santos Vieira Crespim