Descrição: Máquina de corpo retangular de arestas curvas, cor verde água, com base dotada de quatro pés. No topo da máquina existe uma entrada para depósito de uma agulha, que é inserida num bocal, preso à máquina por meio de fios elétricos, e outra entrada coberta por uma rosca. Preso à máquina, também por cabos elétricos, está o pedal - com a marca inscrita URINOVA -, de formato retangular, movido sob pressão da força do ser humano.
Origem/Historial: Numa altura em que a maior parte das mulheres vestiam meias de vidro e collants de mousse apenas em épocas festivas - dado o preço elevado deste produto - e, tendo em conta que são confecionados num material que facilmente se rompe, era necessário proceder ao seu remendo com bastante frequência.
Algumas donas de casa repartiam o seu tempo entre as 'lidas' domésticas e a educação dos filhos, com esta prática profissional. Junto à porta de entrada da habitação colocavam um banquinho ou secretária onde as clientes depositavam as meias, indo recolhê-las mais tarde.
Inicialmente, este trabalho era feito manualmente, por meio da utilização de agulhas próprias. Mais tarde surgiu uma máquina elétrica com o mesmo propósito e que tinha a vantagem de facilitar o trabalho, que era minucioso, e de ser mais rápida.
Esta máquina foi adquirida em Loulé e acompanhou a sua proprietária quando veio morar para Palmela, na década de 50 do século XX. Deixou de ser utilizada há 20 anos.
Incorporação: Doação de Maria Júlia dos Santos Vieira Crespim