Descrição: Grande painel verde com duas listas verticais que aparentam dividi-lo em três. A frente (exterior) tem um puxador em forma de ferradura que, através de um orifício, prende uma pequena chave no verso da porta. Em baixo, encontramos o buraco que recebe a chave, no verso da fechadura. Nas traseiras do painel (interior), de cor de madeira tratada, três travessas horizontais, grossas, recebem as três dobradiças. Uma em cima, outra ao centro e a última em baixo. O espelho da dobradiça assemelha-se a uma mini lâmina de enxada, com quatro parafusos. O painel tem três ferrolhos de ferro: lado direito em cima, lado esquerdo ao centro, lado direito em baixo. O quarto ferrolho, de madeira tosca, situado abaixo da fechadura, tem um travamento feito por meio de três pregos salientes. A fechadura, em metal na forma de quadrado, acolhe uma chave de grande porte, que não a que está suspensa imediatamente em cima da travessa central, por meio de um arame.
Origem/Historial: Era comum que as portas da cozinha fossem as mais utilizadas no dia-a-dia. A porta da sala é o segundo acesso pelo exterior deste tipo de habitação, mas apenas exercia a função em ocasiões especiais, para receber os visitantes. Estas ocasiões integram as cerimónias fúnebres e a boda de casamento.
No âmbito da pesquisa sobre arquitectura rural, com características caramelas, foi possível visitar este conjunto de habitações, parcialmente mobiladas, em mau estado. O receio de que não persistisse ao Inverno seguinte levou a que as peças fossem doadas ao Museu, pelo proprietário, que apenas utilizava a "Casa do Forno" para confeccionar o almoço, estando as restantes divisões desabitadas [2 quartos, sala do meio, cozinha, adega, casa do mel. Existia ainda, no outro extremo, casa dos animais e antiga casa da malta (onde os trabalhadores tomavam as refeições)].
Incorporação: António Piçarra doou a coleção, em nome da antiga proprietária: Maria de Jesus (1910 - 1995), sua tia materna.
Incorporação no âmbito da investigação sobre «Casa Caramela»
Bibliografia
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